
Pela terceira vez estou desistindo de você, do nosso amor raso e sem expectativas. Mesmo sabendo que daqui a um ou dois meses a gente vai voltar e se amar infinitamente por uma noite, esquecendo todo o estrago que causamos um no outro. Porque a gente sempre volta, assim mesmo sem explicação, mas volta.
E agora, desistindo de novo de você, me faz lembrar de quando desisti pela primeira… Em Setembro do ano passado, quando você cansou de fingir perfeição e me mostrou seu lado mais obscuro e triste. Quando você ignorou qualquer possibilidade do nosso amor dar certo e enfim ser chamado de amor, começando outra história, com outro alguém que talvez até te amasse, mas não como eu.
Mas Novembro te trouxe de volta, quando eu já nem te esperava mais, mas te trouxe da forma mais linda que já pude te ver. E nosso amor voltou, e nos amamos, e brigamos, e discutimos e ficamos juntos pra sempre até Fevereiro, quando você me disse que tava tudo errado e sumiu, me fazendo desistir da gente mais uma vez. Porque insistir novamente na lama que a gente criou seria o mesmo que me suicidar lentamente de amor. E pela primeira vez eu aceitei que você fosse, sem te pedir pra ficar, sem insistir pra voltar; só segui em frente, sem olhar pra trás e me enganando com um falso amor que criei… Tentando te esquecer com alguém que não trazia metade da felicidade que eu sentia do seu lado.
E chega abril e chega você de volta pra mim, de volta pro nosso mundo que a gente sisma em tentar entender, em tentar explicar; mas do nosso amor, nem a gente sabe. Mas a gente ama, ou finge que ama, ou até pensa que ama, esquecendo que talvez a gente não ame assim e a gente só se procure porque de vez em quando é bom ter alguém pra rir, beber, contar os problema, entender, amar e acordar de manhã lado a lado dando “bom dia”.
Mas amor… Maio tá no fim, assim como nós dois. Já não sei o que somos, nunca soube, mas de Abril pra cá, soube ainda menos. Já insistimos demais, foi muito esforço por quase nada de mim e quase nada por muito de ti. Quem te deixa agora sou eu, talvez eu volte, mas talvez eu me apaixone; talvez eu nunca te esqueça, talvez eu perca a memória; talvez a gente se reencontre mais pra frente, talvez a gente nunca mais se veja… Mas deixa que o futuro diz, hoje eu não te amo mais, mas amanhã quem sabe?


